No passado, a bolota das várias espécies do género Quercus (sobreiro, azinheira, carvalhos) foram muito utilizadas na alimentação humana desde tempos imemoriais, havendo relatos de historiadores romanos sobre confeção deste alimento pelos povos lusitanos, nomeadamente na confeção de pão e sobremesas.
Hoje em dia multiplicam-se as iniciativas de novamente introduzir este alimento de elevador valor nutricional na dieta humana, de que destacamos os pastéis de nata do Alandroal.
Assim, e a propósito da comemoração do Dia da Floresta Autóctone, os nossos alunos confecionaram e comeram bolinhos de bolota com figo, de acordo com os seguintes passos:
- Após a colheita das bolotas, da sua lavagem e seleção, estas foram colocadas de molho durante 4 dias para remover os taninos, que conferem sabor amargo, após o que foram colocadas no forno durante 20 minutos a cerca de 200ºC;
- Os alunos do Clube de Cozinha descascaram as bolotas, reduziram-nas a farinha e fizeram a mistura com figo triturado, moldando pequenos bolinhos:
- Os bolinhos foram vendidos na sala de professores e dados a provar aos alunos do 5ºD após uma sessão sobre a importância da Floresta Autóctone.
Fotos das diferentes fases acima referidas:
Bolotas de molho
Bolotas secas no forno
Descascando as bolotas
Confecionando os bolinhos
Palestra para alunos do 5ºD.
Alunos atentos às explicações sobre o gorgulho da bolota.
Selecionando as bolotas com gorgulho.
Bolotas com larvas de gorgulho.
Alunos do 5ºD ansiosos por provar os bolinhos de bolota.
Bolinhos de bolota e farinha de bolota.